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Mostrando postagens de julho, 2023

Palestra de Abertura do Simpósio Gênero e Diversidade Sexual

Este simpósio tem o objetivo de trazer informações científicas sobre as questões que envolvem as diversas identidades de gênero e orientações sexuais. Podemos ser heterossexuais, homossexuais, bissexuais, pansexuais, cisgêneros, transgêneros, não binários, intersexuais, assexuais, entre outras denominações. O conhecimento científico sobre o gênero e a sexualidade é importante, nos ajuda a entender o funcionamento da sexualidade humana. Mas precisamos ir além, precisamos ter consciência de que para se ter um entendimento mais aprofundado sobre o assunto, só a ciência não basta; precisamos de um posicionamento ético, político e filosófico. Os cientistas consideravam a homossexualidade uma doença ou um transtorno mental até maio de 1990, quando a Organização Mundial de Saúde atualizou a Classificação Internacional de Doenças, a CID. E até janeiro de 2018 os mesmos cientistas ainda consideravam a transexualidade uma doença ou um transtorno mental. O que mudou em 1990 ou em 2018...

Vivemos uma epidemia de solidão

Estamos vivendo uma epidemia de solidão. Uma parte grande da população brasileira está se sentindo sozinha, e sofrendo por isso. A observação empírica, na clínica, me mostra que a solidão está sendo uma das principais causas dos sintomas depressivos dos pacientes. Mais que a observação empírica, pesquisas nacionais e internacionais estão mostrando a mesma coisa, apontando inclusive que a solidão é um problema de proporção mundial. Por que estamos nos sentindo tão sozinhos? Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, o Instituto Ipsos realizou uma pesquisa sobre solidão em 28 países. O Brasil ocupou o topo do ranking, foi o país com mais pessoas se sentindo sozinhas no mundo, segundo esse levantamento. A pesquisa ouviu mil brasileiros e concluiu que exatamente metade da população pesquisada, 50% de nós, se sente sozinha. É claro que a pandemia da Covid-19 aumentou o sentimento de solidão, mas temos motivos para acreditar que continuamos vivendo uma epidemia desse sentimento, possivelmente...