O título inicial deste artigo era “Até onde deve ir a proteção materna?”, porque é mais comum as mães superprotegerem os filhos. Mas seria injusto, os pais também superprotegem os filhos, embora com menos frequência. Além disso, frequentemente a superproteção materna aparece como uma consequência parcial da ausência paterna. De toda forma, o problema é o mesmo: a superproteção. Até onde deve ir a proteção dos pais? Os bebês nascem completamente dependentes da proteção paterna, incluindo no adjetivo a mãe ou uma pessoa diferente que exerça essa função. Por consequência da maturação do organismo e da aprendizagem por imitação, o bebê cresce e se torna um pouco mais independente, conseguindo, por exemplo, comer sozinho uma comida que se apresenta diante dele. A criança maior aprende também por consequência da maturação do organismo e da aprendizagem por imitação, mas adquire uma habilidade nova: a reflexão. Essa habilidade se desenvolve até a fase adulta e se torna responsável...
Minhas reflexões sobre a psicologia e sua aplicação na clínica e na vida cotidiana