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Mostrando postagens de novembro, 2020

A minha visão do amor

“Se a sua opinião cabe em um ‘sim’ ou um ‘não’ e você não sabe retificar. Se pode definir o ódio e o amor, amigo, que desilusão. Nem tudo é branco ou preto: é cinza. Tudo depende da matriz, busque e aprenda a distinguir. A lua pode esquentar e o sol, acolher suas noites” (Txus di Fellatio). Essa poesia, retirada da música Molinos de Viento, da banda espanhola Mägo de Oz, resume o que penso sobre o amor e, na verdade, sobre a nossa capacidade limitada de compreender a realidade. Não existe uma definição absoluta, “branca ou preta”, do amor. Contudo, proponho-me aqui a esclarecer esse conceito, produzir um entendimento relativo sobre ele. Para mim, amar é gostar intensamente. Simples assim. As variações do amor, as incontáveis formas de senti-lo ou de expressá-lo, devem-se às diferenças nas suas relações com os seus objetos de amor, não a sua natureza. Amar é gostar intensamente, essa é a sua organização conceitual. No amor romântico, por exemplo, na construção de relacionamentos amoroso...